Mostrar 231 resultados

Registro de autoridade

Bara, Ana Maria Gattás

  • Pessoa singular
  • 18/10/1944 - 13/06/2025

Nascida na cidade de Juiz de Fora/MG, Dra. Ana Maria Gattás Bara graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Depois de formada, atuou na Prefeitura de Juiz de Fora (1964) e no Banco de Crédito Real de Minas Gerais (1964-1970).
Em 1972, aprovada em concurso, foi nomeada Promotora de Justiça de 1ª Entrância do Ministério Público do antigo Estado do Rio de Janeiro, sendo a primeira designação para a comarca de Santo Antônio de Pádua. Ao longo da trajetória ministerial, destacou-se principalmente nas promotorias ligadas ao Tribunal do Júri, onde atuou em casos de grande repercussão, como o do assassinato do famoso jornalista e humorista Leon Eliachar, em 1987, sendo a promotora principal na condenação dos acusados. Exerceu também a função de Curadora de Menores, dedicando-se a campanhas voltadas ao incentivo da assistência a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
No âmbito associativo, foi eleita para o cargo de Diretora Social da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (AMPERJ), em 1982, sendo responsável por elaborar e coordenar eventos sociais e o calendário anual da Associação.
Após trajetória marcada pelo compromisso com a justiça e com os cidadãos fluminense, foi promovida a Procuradora de Justiça do MPRJ (1993), aposentando-se no mesmo ano. Entretanto, mesmo após a aposentadoria, continuou contribuindo para a preparação de futuros profissionais, participando, como professora, do curso de simulação de júri na Universidade Grande Rio (1996). Sobre o significado do júri, Dra. Ana Maria o definia como “uma junção de emoção e técnica”. Recordou, ainda, sua primeira experiência nesse ambiente, mencionando o nervosismo e a apreensão que sentiu no primeiro momento.
Dra. Ana Maria faleceu aos 80 anos em sua cidade natal, mas segue sendo lembrada pela compaixão, empatia e maestria com que realizava seu trabalho. Alguns dias após seu falecimento, a AMPERJ realizou um encontro de aposentados, no qual a saudosa procuradora foi homenageada pelos seus antigos colegas.

Alves, Beatriz Marilda

  • Pessoa singular
  • 26/01/1941 - 04/09/2010

Dra. Beatriz Marilda Alves nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Antes de ingressar no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, atuou como professora de música por 21 anos. Graduada em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídica do Rio e Janeiro, atual UFRJ, foi aprovada no III Concurso para Ingresso na Carreira Inicial do MPRJ, sendo nomeada Promotora de Justiça de 2ª categoria em 1983.
Sua trajetória na instituição conta com passagens por Curadorias de Família e Promotorias de Justiça nas 1ª e 2ª Regiões do Ministério Público. Na ocasião das eleições de 1986, que deram um importante passo para a redemocratização do país, Dra. Beatriz Marilda prestou serviços à Justiça Eleitoral; em decorrência disso, foi elogiada pelo então Procurador-Geral de Justiça Antonio Carlos Silva Biscaia. Ao longo da carreira, atuou principalmente em casos envolvendo fraudes eleitorais, contribuindo para que as eleições ocorressem de forma democrática.
Em 1987, foi promovida a Promotora de Justiça e, em outubro do ano seguinte, participou do IX Encontro do Ministério Público Fluminense, apresentando a monografia “O Estado Civil das Pessoas após a Separação Judicial, Conversão em Divórcio da Separação Judicial e Divórcio”.
Seu apreço pela educação continuou mesmo após ingressar no Ministério Público. Dra. Beatriz foi uma das instituidoras da Fundação Escola do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (FEMPERJ), criada em 1991 com o objetivo de preparar candidatos ao concurso para ingresso no MPRJ, além de proporcionar cursos de pós-graduação e atividades culturais para membros e interessados.
Em 1996, foi promovida a Procuradora de Justiça. No cargo, teve passagens pela 2ª Procuradoria de Justiça do Tribunal de Alçada Cível e pela 2ª Procuradoria de Justiça junto à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.
Após quinze anos de trabalhos prestados ao Parquet, em 1998 se aposentou. Em dezembro de 2003, foi agraciada com a Medalha Campos Salles, concedida a membros que contribuíram para o engrandecimento da instituição.
Faleceu aos 59 anos, deixando um legado de perseverança e dedicação.

Cruz, Newton Marques

  • Pessoa singular
  • 25/03/1916 - 11/12/2001

Dr. Newton Marques Cruz nasceu no antigo Distrito Federal, no Rio de Janeiro. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito em 1937. No ano seguinte obteve também o diploma do Curso de Psicologia pela Universidade do Brasil. Advogou em escritório próprio entre 1938 e 1949; e foi também Capitão da Reserva do Exército Brasileiro, tendo servido em Natal/RN (1943-1944), zona estratégica de guerra para as Forças Aliadas na 2ª Guerra Mundial. Foi condecorado com uma Medalha de Guerra por seu desempenho em 1947. Em 1950, foi nomeado Defensor Público Interino e, no ano seguinte, empossado 18º Defensor Público, aprovado no primeiro concurso de provas e títulos do Ministério Público do Distrito Federal. Em 1955, foi promovido a Promotor Substituto.
Na área acadêmica, foi Professor de Prática Jurídica e Geral na Escola Técnica de Comércio da Fundação Getúlio Vargas (1958) e Professor do Curso de Doutorado da Faculdade de Direito da PUC-Rio (1963). Ainda no período entre 1958 e 1959, foi contemplado com uma bolsa de cooperação técnica concedida pelo governo francês, por meio da qual realizou diversos estágios em matéria criminal e fiscal. Em 1962 tornou-se Sócio Titular e Membro do Conselho Técnico da Sociedade Brasileira de Criminologia e da Société de Législation Comparée. Retornou à França em 1966, a convite do governo francês, para estudar a organização e o funcionamento da Justiça Francesa.
Em 1960, Dr. Newton foi promovido a 2º Curador de Menores e, no mesmo ano, foi condecorado com a Medalha de Mérito Forense concedido pelo Comitê de Imprensa da Justiça do Estado. No início da década de 1960 exerceu diversos cargos na administração pública: Diretor do Departamento de Administração do Serviço de Alimentação da Previdência Social, autarquia vinculada ao Ministério do Trabalho (1960); Presidente da Comissão constituída por ordem do Presidente da República para estudar a situação profissional dos operadores e técnicos de empresas de radiocomunicações (1961); Diretor da Penitenciária Professor Lemos de Brito; Chefe de Polícia do Estado da Guanabara; e Superintendente da Polícia Judiciária, estes três últimos cargos em 1962. Promovido a Procurador de Justiça em 1965, retornou à administração pública, entre 1969 e 1972, como Membro e Vice-Presidente da Subcomissão-Geral de Investigações do Estado da Guanabara, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, durante a Ditadura Militar (1964-1985). Entre 15/03/1975 e 14/03/1979 exerceu a função de primeiro Corregedor-Geral do Ministério Público após a fusão do antigo Estado do Rio e o extinto Estado da Guanabara, cargo criado pelo Decreto-Lei nº 11 de 15/03/1975 que organizou o Ministério Público e a Assistência Judiciária do novo Estado. Aposentou-se em 1986 e faleceu aos 85 anos de idade.

Fischer, Nicanor Medici

  • Pessoa singular
  • 09/11/1930 - 17/11/2023

Nascido em Bagé, Rio Grande do Sul, Dr. Fischer migrou com a família para o Rio de Janeiro em 1951. Inspirado no pai, advogado, optou pela carreira jurídica. Formado pela PUC-Rio em 1955, advogou na área trabalhista por alguns anos, até o ingresso no MP do antigo Estado do Rio de Janeiro em 1965. Após a intensa mobilização na “Vigília Institucional”, a escolha feita pela classe e a nomeação referendada por Brizola, exerceu o cargo de Procurador-Geral de Justiça entre 15/03/1983 e 16/04/1984 , promovendo o nivelamento dos quadros funcionais dos membros oriundos dos dois estados. Atuou como Assessor Especial da Presidência da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) e como Corregedor-Geral do MPRJ no período entre 20/03/1987 e 23/06/1988, aposentando-se em 1995. Faleceu aos 93 anos de idade.

Carvalhido, Hamilton

  • Pessoa singular
  • 10/05/1941 -17/01/2021

Natural do Rio de Janeiro, Dr. Hamilton Carvalhido graduou-se em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro, pertencente à antiga Universidade Gama Filho, em 1963.
Em 1966 foi aprovado no concurso para Defensor Público, à época, cargo inicial da carreira do Ministério Público do Estado da Guanabara. Com maior atuação na área criminal, manteve-se na função até 1971, quando promovido a Promotor de Justiça Substituto. Durante quatro anos (1981-1985) esteve à frente da 2ª Curadoria de Menores, na sequência, foi promovido a Procurador de Justiça (1985). Foi agraciado com o Colar do Mérito do MPRJ em 1992.
Na esfera administrativa, atuou como Subprocurador-Geral de Justiça (1994-1995) e foi alçado a Procurador-Geral de Justiça em 1995, após ser o mais votado pela classe. A principal meta de sua gestão foi aprofundar o compromisso do MP na defesa da sociedade, estreitando essa relação. Para tanto, investiu na descentralização da instituição no município do Rio, criando Coordenadorias Institucionais, como as de Campos e de São Gonçalo e, depois, Centros de Apoio Operacional. Outro passo importante foi a retomada da publicação da Revista do Ministério Público, interrompida em 1990, inaugurando sua terceira fase em 1995.
O reconhecimento do trabalho realizado por Dr. Carvalhido à frente do MPRJ, o fez ser reeleito Procurador-Geral e reconduzido à chefia institucional para o biênio 1997-1998. Na segunda fase da gestão, o principal marco foi a inauguração da nova Sede do MPRJ, na Av. Marechal Câmara, n° 370. Após negociações que efetivaram a cessão do edifício pelo governo federal, o espaço passou por uma ampla reforma e foi inaugurado em 12 de dezembro de 1997, na solenidade de celebração do Dia Nacional do Ministério Público. A aquisição da nova sede foi definida por vários membros como “um acontecimento histórico para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, marco dos novos tempos”.
Dr. Carvalhido conciliou o parquet com o magistério, lecionando na Universidade Gama Filho, no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e no Instituto Brasiliense de Direito Público (atual IDP).
Após 33 anos de Ministério Público, Dr. Carvalhido exonerou-se em 1999 para tomar posse como Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em vaga destinada a membros do Ministério Público.
Aposentou-se em 2011 e faleceu em janeiro de 2021, aos 79 anos, vitimado pela Covid-19.

Lyra, Romero Lallemant

  • Pessoa singular
  • 09/07/1958

Romero Lallemant Lyra nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Formou-se em Direito pela PUC-Rio em 1982, mesma faculdade onde lecionou por quatorze anos (1985-1999). Em 1991, ingressou no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro como Promotor de Justiça, aprovado no X Concurso.
Durante os primeiros anos na instituição, integrou a Coordenação de Defesa da Cidadania (1994-1996) e entre 1995 e 1996 foi assistente da Corregedoria-Geral. Em 1996 foi lotado na 18ª Promotoria de Investigação Penal (PIP)da 1ª Central de Inquéritos, onde passou a dedicar-se ao combate de crimes pela internet, em especial à produção e compartilhamento de conteúdo relativo ao abuso sexual infantil. Como resultado de um intenso trabalho de investigação junto a Promotoria da Infância e Adolescência, deflagrou em 1998 a Operação Catedral-Rio, com o objetivo de desmantelar redes de exploração sexual infantil no estado do Rio de Janeiro.
Em 2000, como desdobramento da Operação, conciliou com a 18ª PIP a chefia da Coordenadoria de Investigações Eletrônicas, órgão responsável pelo mapeamento e combate de crimes virtuais.
Após quase duas décadas de combate à violência contra crianças e adolescentes, Romero Lallemant Lyra se aposentou em 2009.

Oliveira, Gabriela Brandt de

  • Pessoa singular
  • 18/09/1974

Gabriela Brandt de Oliveira nasceu em Brasília/DF e graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1996. Foi analista judiciária do Tribunal Regional do Trabalho/ RJ (1997-1998) e Auditora Fiscal de Tributos no Rio Grande do Norte (1998-2007). Em 2007, ingressou no MPRJ como Promotora de Justiça Substituta, aprovada no XXIX Concurso.
Desde os primeiros anos da carreira ministerial, dedicou-se à causa da criança e do adolescente. Integrou, voluntariamente, o projeto “Cada Criança, Uma Família”, criado pelo MPRJ em 2009 para analisar os casos de jovens que viviam em abrigos e promover sua definição jurídica, direcionando-os às famílias biológicas ou famílias substitutas. De 2010 a 2013 foi Assessora do 4° Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude e gestora do Módulo Criança e Adolescente (MCA), um sistema online de cadastro criado pelo MPRJ para reunir dados de abrigos e de jovens acolhidos no estado do Rio de Janeiro, facilitando a integração de todas as entidades de proteção de crianças e adolescentes. Pela gestão à frente do Módulo recebeu menção honrosa do Conselho Nacional do Ministério Público (2013).
Entre 2014 e 2018 foi assessora da Corregedoria-Geral do MPRJ. De 2019 a 2021 esteve lotada na 1ª Promotoria de Justiça de Infância e Juventude de Belford Roxo, onde desenvolveu o projeto "Filosofia Futebol Clube: os jogos da vida", que visava a ressocialização de jovens em conflito com a lei por meio de reflexões filosóficas sobre futebol, liberdade e cidadania.
Entre 2021 e 2024 foi promotora titular de Rio das Flores, onde atuou, entre outras atividades, na conscientização de crianças e adolescentes sobre o papel do MP na defesa de seus direitos e a importância de uma cultura de paz nas escolas. Atualmente, Gabriela Brandt de Oliveira está lotada na 2ª Promotoria de Justiça junto à 1ª Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente (VECA), é assistente da Assessoria de Atribuição Originária Cível e Institucional do MPRJ e integra o GE-Prevint, Grupo Executivo de Prevenção a Ilegalidades em Internações Psiquiátricas Involuntárias e de Desinstitucionalização.

Marques, Mônica Martino Pinheiro

  • Pessoa singular
  • 02/10/1970

Mônica Martino Pinheiro Marques nasceu no Rio de Janeiro/RJ e graduou-se em Direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em 1994. Iniciou a carreira profissional em 1996, como técnica judiciária do Tribunal Regional Federal, função que exerceu até 1998. Prestou provas para o XXI Concurso e ingressou na instituição em 1998 como Promotora de Justiça.
No início da carreira, trabalhou em Varas Criminais em bairros como Bangu, Campo Grande e Madureira, com intensa atuação no Tribunal do Júri. Na sequência, atuou na 7ª Promotoria de Investigação Penal da 3ª Central de Inquéritos entre 2005 a 2013.
No âmbito administrativo, foi Subcoordenadora do 7º Centro de Apoio Operacional da 3ª Central de Inquéritos (2005-2009), Coordenadora do 2º Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais (2009-2011) e Subcoordenadora da Secretaria da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal (2011-2013), além de examinadora de concursos para ingresso na carreira de promotor de Justiça na banca de Direito Penal.
Após 13 anos trabalhando na 16ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, atual 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Área Santa Cruz do Núcleo Rio de Janeiro, e lidando frequentemente com investigações sobre abuso sexual de menores, em 2021 criou o projeto "Educar é Proteger". Por meio de palestras de conteúdo lúdico e educativo, recursos audiovisuais são usados para promover a educação e a prevenção contra crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes. O projeto "Educar é Proteger" promove a conscientização de crianças, adolescentes e profissionais da educação sobre as diferentes formas de abuso, os perfis de abusadores e as orientações sobre onde buscar ajuda em caso de violência.
O projeto está inscrito no banco de projetos do Conselho Superior do Ministério Público, o que garante a propagação das boas práticas em todo território nacional e busca a interdisciplinaridade, a não revitimização das crianças e a garantia da prioridade constitucional da proteção à infância.
Atualmente, além da 1ª PIP da Área Santa Cruz do Núcleo Rio de Janeiro, Dra. Mônica Marques atua como Coordenadora do Núcleo de Investigação das Promotorias de Justiça de Investigação Penal do Rio de Janeiro da Barra da Tijuca.

Gussem, José Eduardo Ciotola

  • Pessoa singular
  • 20/09/1964

Natural de Barra do Piraí, no sul fluminense, Dr. Eduardo Gussem era filho do Procurador de Justiça José Ivanir Gussem. Cresceu em contato com o Direito, o que o inspirou a seguir na área. Em 1988, graduou-se pelo Centro Universitário de Valença (UNIFAA) e, em 1993, ingressou na carreira inicial do MPRJ, como Promotor de Justiça de 3ª Categoria. Suas primeiras designações foram em comarcas do interior, como nos municípios de Cantagalo e Paracambi.

Ao longo da carreira, atuou principalmente nas áreas Criminal e de Execução Penal. Iniciou sua trajetória administrativa em 2001, quando foi Coordenador do Centro Regional Administrativo Institucional (CRAAI) de Nova Iguaçu. Entre 2003 e 2005, foi Coordenador de Movimentação dos Membros do MP e, em seguida, Secretário-geral de Administração (2005-2006).

Enquanto Promotor de Justiça, Dr. Eduardo Gussem foi eleito Presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (AMPERJ) para o biênio 2007-2009. Durante sua gestão, assinou um convênio com a PUC-RJ, criando um curso de pós-graduação voltado exclusivamente a membros do Ministério Público. Em 2013, foi promovido a Procurador de Justiça e no mesmo ano ocupou o cargo de Subprocurador-Geral de Justiça de Administração, permanecendo até 2015.

Entre 2015 e 2016, foi Subprocurador-Geral de Justiça de Planejamento Institucional e um de seus principais trabalhos foi o desenvolvimento da plataforma digital “MPRJ em Mapas”. A estrutura reunia um banco de dados com informações sociais, institucionais e administrativas de equipamentos públicos do Estado, a exemplo da localização de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Corpo de Bombeiros e escolas, que permitiam executar a gestão do território fluminense.

Em 2017, foi eleito Procurador-Geral de Justiça e chefiou o Parquet até 2019, quando foi reconduzido ao cargo como candidato único. Dr. Eduardo Gussem permaneceu como chefe da instituição até 2021, quando, ao final de seu mandato, aposentou-se. Sua gestão foi marcada pela elaboração de medidas efetivas junto ao Estado para o enfrentamento da COVID-19 e a implementação e desenvolvimento de estruturas tecnológicas, que posteriormente foram adotadas por outras instituições no país.

Além disso, foi durante sua gestão que o Centro de Memória Procurador de Justiça João Marcello de Araújo Júnior foi reativado e iniciou a gestão “Há algo novo”, coordenada pelo Procurador de Justiça Márcio Klang. Dr. Gussem impulsionou também a primeira exposição do memorial em 2018 - “Ministério Público: 127 anos no Rio de Janeiro – desde 1891”, e a publicação de seu primeiro livro “CDM/MPRJ: Há algo novo”, em 2020.

Entre as condecorações recebidas estão: Medalha Tiradentes (ALERJ, 2023); Medalha Evandro Lins e Silva (OAB/RJ, 2024); Medalha Campos Salles (2024); e Colar do Mérito (2025), estes dois últimos concedidos pelo MPRJ.
Atualmente é Oficial de Integridade na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Paralelamente, é Conselheiro efetivo da OAB/RJ, Presidente da 6ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina e Presidente da Comissão de Compliance Corporativo da mesma entidade, além de gerenciar o escritório Gussem Lemos Basto Advogados.

Barros, Celso Fernando

  • Pessoa singular
  • 26/12/1935 – 02/04/2025

Dr. Celso Fernando de Barros nasceu em Corumbá, no antigo estado do Mato Grosso. Com a divisão do ente federativo em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, por meio da Lei Complementar nº 31 de 11/10/1977, a cidade passou a pertencer à porção sul.

Estabeleceu residência no Rio de Janeiro, ainda jovem, concluindo o Curso Científico no prestigiado Colégio São José, na Tijuca, em 1953. O paraninfo de sua turma foi o jornalista e político Carlos Lacerda. Dr. Celso foi o orador da classe de formandos, atividade eloquente que iria marcar sua trajetória acadêmica e profissional. No ano seguinte, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual UERJ (1954-1958). Durante o curso, foi eleito para compor o Conselho Deliberativo da Associação Mato-grossense de Estudantes, pleito realizado na sede da União Nacional de Estudantes – UNE, para o biênio 1955-1956.

Formado, dedicou-se à advocacia até ser aprovado em primeiro lugar no concurso para o Ministério Público do extinto Estado da Guanabara em 1966. Foram 31 selecionados, sendo os 20 primeiros com nomeação imediata naquele mesmo ano. Dr. Celso foi nomeado 9º Defensor Público, cargo inicial da carreira à época. Foi promovido a Promotor Substituto em 1971 com designações junto ao I e II Tribunais do Júri (1971-1973) e às Varas Criminais da Capital (1973-1977). Destaca-se a sua atuação em 1976 como o promotor responsável pelo inquérito da fuga do ex-policial Mariel Maricot do Presídio da Ilha Grande, condenado a 60 anos de prisão por diversos crimes: morte, extorsão, falsificação e por chefiar uma quadrilha que agia na Zona Sul carioca. Também merece relevo sua indicação para acompanhar o inquérito instaurado pela Polícia Federal para apurar as fraudes no sistema de computação da Proconsult, empresa responsável pelo programa de apuração de votos nas eleições do Rio em 1982, a primeira por voto direto para o governo estadual desde o início do Regime Civil-Militar (1964-1985). Entre 1983 e 1987, deteve a titularidade da 19ª Curadoria de Ausentes, Órfãos e Interditos da Capital, período em que foi nomeado Presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes, órgão da Secretaria de Justiça do Estado. Em 1987, foi promovido a Procurador de Justiça com designações predominantemente junto às Câmaras Cíveis até assumir a 3ª Procuradoria de Justiça junto à 2ª Câmara Cível do TJRJ (1991-2005).

Foi condecorado com o Colar do Mérito do MPRJ (1987) e com o Colar do Mérito Judiciário (1992) concedido pelo TJRJ.

Na administração superior, Dr. Celso Fernando de Barros exerceu as funções de Assessor de Direito Civil (1995-2003), Subprocurador-Geral de Assuntos Jurídicos (2003-2004) e Subprocurador-Geral de Assuntos Institucionais (2004-2005). Entre setembro de 2004 e janeiro de 2005 assumiu interinamente a chefia institucional em virtude do afastamento do Procurador-Geral de Justiça Antonio Vicente da Costa Júnior (2003-2005), por motivo de saúde. Sua indicação para o cargo pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores foi unânime, não apenas pela antiguidade na classe e experiência institucional, mas também pelo espírito pacificador, característica que foi fundamental em um momento político interno bastante delicado. Em dezembro daquele ano, aposentou-se.

Faleceu em 02 de abril de 2024, aos 84 anos de idade. É lembrado carinhosamente pela nobreza, modéstia, cordialidade e imensa generosidade no trato com colegas e funcionários, deixando um forte legado de valores e princípios para as gerações mais jovens.

Resultados 221 a 231 de 231