Zona de identificação
tipo de entidade
Pessoa singular
Forma autorizada do nome
Freire Júnior, Laudelino
Forma(s) paralela(s) de nome
Forma normalizada do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
16/05/1919 - 07/05/2013
Biografia
Dr. Laudelino Freire Júnior nasceu no Rio de Janeiro. Era filho do escritor e lexicógrafo sergipano Laudelino Freire, que presidiu a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 1936. Graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 1939.
Iniciou sua carreira no serviço público como Fiscal do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI), função exercida entre 1938 e 1945. Teve breve passagem pelo cargo de Oficial de Gabinete do Ministro da Fazenda José Pires Rios, entre 1945 e 1946, sendo, em seguida, nomeado Promotor Substituto do Ministério Público do Distrito Federal, em janeiro de 1946.
Sua atuação concentrou-se predominantemente na área criminal. Em 1951, foi promovido pela Comissão de Promoções do Ministério Público ao cargo de 24º Promotor Público, passando a atuar junto à 25ª Vara Criminal. Nesse período, participou da apuração de casos de grande repercussão, entre os quais o incêndio da Boate e do Hotel Vogue, em Copacabana, ocorrido em 1956, e o caso de extorsão contra a Companhia de Cimento Portland Barroso, em 1958.
Promovido a 1º Curador de Menores em 1960, exerceu a função até 1964. Durante esse período, destacou-se por intensa atuação em defesa da infância e da juventude, ocupando frequentemente o noticiário. Entre suas principais iniciativas, destacam-se a participação no Grupo de Estudos instituído pelo Governador José Sette Câmara para discutir a problemática do menor abandonado (1960); a adoção de medidas destinadas à proibição da circulação de revistas pornográficas (1960); a investigação de irregularidades no processo de adoção de menores perante o Juizado de Menores, episódio que ficou conhecido como “Golpe do Afeto” (1961); e a fiscalização e interdição de boates em razão da presença de menores de 21 anos (1962).
Posteriormente, foi transferido para o cargo de 3º Curador de Órfãos, função exercida entre 1964 e 1971. Em seguida, ocupou, por breve período, o cargo de 4º Curador de Famílias, no ano de 1971, até sua promoção ao cargo de Procurador de Justiça.
Como Procurador de Justiça, atuou por longo período junto à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Foi nomeado Membro Suplente do Conselho do Ministério Público para o biênio 1973–1974 e, em 1975, eleito Membro Titular do mesmo órgão.
Entre 1976 e 1977, presidiu, ao lado dos Procuradores de Justiça Hermenegildo de Barros Filho e Ellys Hermydio Figueira, a banca examinadora do primeiro concurso público para ingresso na carreira do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro após a fusão dos antigos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro.
Aposentou-se em 1989, após quarenta e três anos de dedicação ao Ministério Público. Faleceu aos 94 anos de idade, deixando importante legado para a instituição, especialmente na área e da proteção à infância e à juventude.